sábado, 21 de maio de 2016

SEM AJUDA EXTERNA O GOLPE VAI VINGAR.

No ultimo encontro sobre técnicas de enfrentamento ao golpe jurídico-político-parlamentar e midiático ocorrido no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA no inicio deste mês, a deputada Alice Portugal do PC do B afirmava na oportunidade que embora a ditadura militar no Brasil tenha sido a que menos matou na América Latina foi, contudo, a que mais agiu no subconsciente da população a fim de produzir uma sociedade passiva e sem resistência através das suas propagandas destinadas a quebrar e dobrar o espírito combativo do brasileiro.
Por isso, hoje, assistimos ao assalto do poder executivo da República e ao estado democrático de direito de um governo legitimamente com o mínimo de resistência do povo brasileiro.
Para ilustrar a assertiva da deputada Alice Portugal relato a minha experiência no bandeiraço ocorrido no  mês de março deste ano, onde vociferava:
- Não vai ter golpe, vai ter luta!
No instante em que fui admoestado por um militante "bufa-fria" que dizia:
- Não, não é assim.... É assim:
- Não vai ter golpe, vai ter Lula.
E no ato retruquei:
- Não, vai ter luta mesmo!
Em outra oportunidade foi um grupo anti-golpe de São Paulo no Twitter que me perguntava como deveria ser o enfrentamento contra os golpistas quando falei em uma ação mais radical este se silenciou.
Pergunto:
- Em um país com um sistema político-jurídico cheio de vícios históricos e de políticas do "faz-de-conta" a fim de manter os pobres e outras as minorias em seu status-quo de escravos conformados, sem,contudo, produzir mudanças profundas nos paradigmas da sociedade brasileira seria possível reverter esta situação através da política?
Só uma revolução popular para romper e quebrar todas as correntes que têm mantido o povo na senzala do conformismo e do pensamento subserviente do marechal Costa e Silva que os pobres devem ser gratos os ricos.
José Carvalho, Salvador, maio de 2016.