segunda-feira, 16 de maio de 2016

SIMILARIDADES ENTRE A IMPRENSA BRASILEIRA E AS DE REGIMES DITATORIAIS.

A concentração dos meios de comunicação no Brasil nas mãos de 10 famílias compromete a qualidade da informação e esta anomalia impede que a verdade dos fatos sobre a política, os políticos, a economia entre outros assuntos de interesse coletivo  não sejam conhecidos na sua plenitude por grande parte da população.

Com a grande mídia corporativa  nas mãos de poucos, das elites, seus detentores determinam o que deve e o que não deve ser conhecido pelas massas, a preocupação é dar a notícia sem o comprometimento de informar - e quando o fazem é manipulando a informação a fim de que a notícia se adeque aos seus interesses corporativos e privados.

A censura velada da informação no Brasil se assemelha, em muito, aos dos países sob regimes de governos ditatoriais  - onde a verdade é suprimida ou escamoteada pelas pautas editoriais de jornais, rádios, revistas e tevê que determinam o que deve ser noticiado ou não para o grande publico.

E a imprensa nacional tem um agravante porque ela se transveste de imprensa livre e democrática e qualquer iniciativa do governo no sentido de regulamentar e democratizar o seu uso é tido como  cerceamento a liberdade de imprensa e da "informação".

Como já disse Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social no governo Lula:

" A imprensa brasileira é a mais livre do mundo livre, até, para falar a verdade se quiser."

Uma mídia que age como partido político sem  registro no TSE é um perigo a democracia.

Partido,este,  a margem da legalidade e com poderosos veículos de comunicação em massa para impor a vontade das 10 famílias mais ricas do país sobre mais de 200 milhões de brasileiros que escancaradamente fazem uso das estratégias da manipulação midiática descritas pelo cientista cognitivo Noam Chomsky a fim de atingir seus objetivos espúrios - estratégias em que a grande mídia  emprega para derrubar ou fazer governos de acordo com seus interesses privados e particulares.

Os efeitos desta concentração da informação é ainda pior em razão do  brasileiro mediano ter na televisão a sua principal fonte de informação, onde âncoras de telejornais ou  de rádio lhes passam a notícia ,contudo,  a informação é excluída,  e as interpretam de acordo com os interesses dos donos destes meios de comunicação .

O Brasil, hoje,  está dividido no campo politico e ideológicos e tudo isso devido a  hegemonia da informação que incutiu na mente da população  valores distorcidos sobre o governo petista e por meio de artifícios levou multidões às ruas sob o pretexto do "combate a corrupção".

Contudo, o que vemos é uma inversão de valores, ou seja, a troca de um governo que permitiu a liberdade das investigações por  parte da Polícia Federal por outro que a curto prazo vai sufocar a Operação Lava Jato.

Tiraram o bode da sala como disse a senadora Lídice da Mata, no caso, o deputado Eduardo Cunha, e montaram um governo na sua grande maioria composto por corruptos históricos como Geddel Vieira Lima e Romero Juncá com a ajuda da mídia hegemônica e dizer que a luta era contra a corrupção quando,na verdade, era contra o PT e a obstrução da candidatura de Lula em 2018.

Vendo a dificuldade de impor o golpe como não se fosse um golpe para o Brasil e a comunidade internacional, haja vista que, o viés golpista do processo armado para impedir uma presidenta eleita e reeleita pelo voto popular terminasse o seu mandato no tapetão não convenceu a maioria dos brasileiros e este sentimento ultrapassou as nossas fronteiras e a grande imprensa internacional já fala abertamente de golpe no Brasil.

Com isto os golpistas já falam de modo subliminar  que o vice-presidente da República, Michel Temer, subverteu o processo democrático em prol de uma causa maior, o de salvar o Brasil de se tornar uma nova Venezuela.

Ou seja,  os fins justificam os meios.

Só não explicam que o "salvamento" é destinado, apenas,  aos privilegiados e endinheirados do país, haja vista que, o seu programa de governo chamado "Uma Ponte Para O Futuro" nada mais é que o trabalhador brasileiro produzir tijolos sem a ajuda de palha como o ocorrido na  histórica bíblica narrada no  livro de Êxodo que trata do embate entre o faraó Ramsés e Moisés pelo fim da escravidão do povo hebreu.  

José Carvalho, Salvador, maio de 2016.