segunda-feira, 8 de junho de 2015

EDUARDO CUNHA: O ATAQUE SUBLIMINAR DE ISRAEL AO BRASIL.

Ensina o dicionário da língua portuguesa que o significado da palavra subliminar é: 

"Diz-se de algo que atua de forma indireta no subconsciente
das pessoas de modo a atingir o objetivo desejado , nas
consciência delas."


Em seu primeiro dia de visita a Israel o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, foi recebido pelo parlamento israelense com honras de chefe de Estado e as deferências dispensadas por Israel ao parlamentar brasileiro foram além do protocolar tratamento entre nações porque a rasgação de seda, sala maleicos,rapapés que cercaram a sua visita oficial ao Estado Judeu foram extremamente exagerados, inclusive, o presidente do Knesset, Yuli Edelstein, o comparou a Osvaldo Aranha o chanceler brasileiro que presidiu a sessão oficial da ONU em 1947 e abriu caminho para o reconhecimento do Estado de Israel.

Depois foi recebido pelo primeiro-ministro de Israel Binyamin Netanyahu e pelo presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abbas e no ultimo dia 5 de junho, o parlamentar brasileiro usou a sua conta pessoal no Twitter para dizer que recebeu pedido de intermediação de paz entre árabes e israelense sem especificar de qual lado partiu a ação deste inusitado pedido, haja vista que, a unica grande experiência de Cunha em intermediar alguma coisa é os interesses do grande capital com a República Brasileira.

Esse tratamento pomposo exagerado dado ao presidente da Câmara dos Deputados faz pensar que Tel Aviv ainda guarda ressentimentos contra o governo brasileiro na pessoa da presidenta Dilma Rousseff e o seu posicionamento contra as ofensivas belicosas de Israel na Faixa de Gaza.

As críticas realizadas pelo Itamaraty fez o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel Yigal Palmor, se referir ao Brasil como "anão diplomático".

E mais recentemente o governo brasileiro cancelou um contrato de US$ 2 bilhões com a ISDS,International Security and Defense Systems, empresa israelense de segurança para os Jogos Olímpicos de 2016, devido ao seu estreito envolvimento com o Exército Israelense e participação em ditaduras na América Central.

E quem melhor  para atingir o governo brasileiro senão o Eduardo Cunha e a sua tentativa de levar o país ao atraso?

O governo de Israel é um governo muito bem informado sobre tudo devido ao estado de guerra permanente que vive com o povo palestino e os seus vizinhos árabes, sabedores que são das coações e achaques do presidente da Câmara à primeira  mandatária do país e nada melhor que um político ensimesmado, personalista e canastrão para atingir os brios do governo brasileiro.

José Carvalho, Salvador, junho de 2014.