terça-feira, 2 de junho de 2015

RENUNCIA DE BLATTER OU IMPOSIÇÃO ESTADUNIDENSE?

Durante a Guerra do Golfo e do Iraque, a Casa Branca afirmava haver armas de destruição em massa em poder do regime de Saddam Hussein no Iraque, a prova apresentada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas pelo então Secretário de Estado dos Estados Unidos Colin Powell,  foi um frasco com sabão em pó como se fosse Antraz.

Contudo, o inspetor de armas da ONU Hans Blix não achou nada durante suas inspeções dentro do território iraquiano  como até hoje.

A insistência estadunidense em  fiscalizar as supostas armas de destruição em massa do Iraque, levou os  inspetores da ONU e da AIEA a pedir igualdade de tratamento em relação ao  arsenal de armas de destruição em massa  dos Estados Unidos da América e que fosse feita também uma auditoria no arsenal estadunidense de   armas de destruição massiva.

Não deu outra, Washington pediu a cabeça de todos os "insolentes" inspetores que pediam um tratamento  igualitário entre EUA x Iraque, a ingerência americana na ONU e na AIEA levou o representante do Alto Comissário das Nações Unidas o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, a se preocupar com a independência dos seus trabalho na região.

Em outra manifestação da Doutrina do Destino Manifesto que ensina que o povo dos Estados Unidos foi eleito por Deus para comandar o mundo, o presidente reeleito da FIFA Joseph Blatter  renuncia ao seu novo mandato em menos de uma semana coincidentemente logo  após afirmações feitas a grande imprensa internacional atribuindo as prisões de cartolas da organização aos interesses dos EUA contrariados pela FIFA. 

As declarações de  Blatter  à imprensa mundial sobre a legitimidade e a honestidade de propósito da ação policial norte americana na sede da FIFA na Suíça fora da jurisdição do FBI apontou que interesses estadunidense e do seu vassalo internacional, Reino Unido, haviam sido contrariados em relação as Copas de 2018 e 2022 sem citar a Ucrânia e a Crimeia e as suas diferenças com a Federação Russa sobre essas questões geopolíticas. 

Enquanto não houver um mundo multipolar o imperialismo estadunidense vai continuar impondo o seu ponto de vista, desejos e vontades acima dos demais povos do planeta.

José Carvalho, Salvador, maio de 2015.