quinta-feira, 21 de maio de 2015

A PRESIDENTE DILMA E O AJUSTE FISCAL: CITAR O ORÇAMENTO DOMÉSTICO SEM DAR O EXEMPLO.

Na tentativa de justificar a politica fiscal contracionista copiada do FMI para cumprir metas do superávit primário, a representante do Executivo Federal tem comparado as medidas adotadas para o equilibro das Contas Nacionais ao que é feito pelas famílias para equilibrar o orçamento doméstico,porém, isso nada mais é que um sofisma mais uma incongruência da presidente Dilma Rousseff.

Haja vista que, se houvesse honestidade de proposito na fala da presidente o exemplo começaria de Casa, do governo federal.

Porque manter 39 ministérios que em sua grande maioria é a mais pura nulidade sob qualquer ponto de vista - é ministério da vara de pescar, ministério do anzol e o ministério da isca - ao custo de R$58,5 bilhões só para atender as barganhas feitas durante a campanha Eleitoral de 2014, um verdadeiro crime de Lesa Pátria e uma agressão ao povo brasileiro.

O Palácio Planalto e todas as "facções" partidárias dentro do Congresso Nacional se arriscam em apostar que o povo brasileiro é um povo passivo e sem resistência, capaz de assistir a todos os abusos e desmandos praticados pelo Executivo e o Legislativo sem se sublevar.

A consciência política do brasileiro tem evoluído ainda que timidamente mas tem se expandido - e vai chegar um momento em que as mudanças vão ser impostas pelas massas e não através de um partido político.

O Brasil vive um tempo semelhante ao que antecedeu a Revolução Francesa com a Queda da Bastilha, um governo enchafurdando em escândalos e perdulário que impõe sacrifício ao povo através do seu empobrecimento mas se nega a abrir mão dos seus privilégios.

E o que dizer da proposta do presidente da Câmara Federal.Eduardo Cunha, em ampliar o Congresso Nacional e construir um mega Templo do Consumo, um shopping center, que vai custar ao dinheiro do contribuinte a fábula de R$1 bilhão ?

Não causará espanto se um dia a presidente da República usar a mesma fala de Maria Antonieta para se referir a miséria que ela está submetendo o povo brasileiro:

- Se o povo não tem pão, que coma brioches! 

Vamos ver até aonde vai as ações e agressões do Executivo e do Legislativo contra o povo brasileiro e o seu desdobramentos políticos e consequências sociais.

Quando povo entender, de fato, que todo poder emana dele as coisas vão mudar neste país sem o envolvimento de partidos ou "facções" transvestidas de partidos políticos.

José Carvalho, Salvador, maio de 2015.