quinta-feira, 21 de maio de 2015

QUANDO OS INTERESSES PARTIDÁRIOS SÃO MAIORES QUE O ESTADO O POVO PADECE.

A  Constituição de 1988  permitiu a ampla liberdade de organização partidária e a partir dai surgiram inúmeras siglas e muitas delas voltadas para defender interesses de grupos econômicos sem a visão de nação.

Partidos que elegem políticos para cargos eletivos se dizendo representar o povo no desempenho do cargo quando na verdade em sua grande maioria se aliam ao grande capital para  decretar leis que vão em desencontro aos interesse das massas.

Uma miríades de partidos personalistas buscando seus próprios interesses que agem mais como facções ao invés de partidos políticos.

Um exemplo das ambições que norteiam os interesses de partidos e dos seus políticos foi o ocorrido no ultimo 12 de maio em meio as votações para o ajuste fiscal, onde o ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha ficou incumbido de disciplinar o "mercado persa" para atender aos partidos da base aliada para a distribuição de cargos do 2º e 3º escalão do governo federal.

Brasília parece não fazer parte do Brasil Continental, é um país à parte, um país dentro do outro.

Enquanto o resto do país passa por desemprego, lojistas que baixam as portas do seu  comércio, inflação em ascensão, industria que dispensa a sua mão de obra qualificada, salários com perda do poder aquisitivo  entre outros efeitos para o empobrecimento da população face a política fiscal contracionista posta em prática pelo Palácio do Planalto para alcançar o superávit primário o presidente do Congresso Nacional pretende ampliar a Casa,inclusive, com a construção de um mega Templo do Consumo, um shopping center, obra orçada em R$1 bilhão, sem falar na farra das passagens áreas para deputados e cônjuges que voltou com toda força.

Um Executivo tímido, fraco e refém das facções partidárias que ditam para a mandatária o que pode ou não pode ser feito no país.

Governo,inclusive, disposto a impor uma carga maior ao povo como foi tratado na Reunião Orçamentária do dia 17 de maio  sem,contudo, bulir nos privilégios dos partidos da base aliada com o seu fantástico 39 ministérios e gastos de R$58,5 bilhões - um investimento chinês - para poder alugar o apoio das facções que apoiam o governo da presidenta Dilma Rousseff.

É bom repetir que na Reunião Orçamentária não se tratou de auditar a dívida pública, em taxar as grandes fortunas, inscrever na Dívida Ativa da União os débitos das grandes corporações com a Fazenda Nacional, em cortar despesas com 39 ministérios em sua grande maioria inúteis e apenas servem como meros instrumentos de barganhas às custa do dinheiro do povo brasileiro.

O sofisma para enganar as massas é que nada pode ser feito em razão do atual Congresso Nacional ser o mais conservador desde 1964,mentira!

Como disse Albert Einstein:

- Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário.

Entre enfrentar o Legislativo e tomar uma decisão baseada na Lei do Menor Esforço, o Planalto ficou com a segunda opção - porque a voz do pobre é inaudível.

Assim como o senhor Mercadante, ministro da Casa Civil, queria um contingenciamento superior a R$80 bilhões na Reunião Orçamentária deveria haver,também, a mesma disposição para impor maior sacríficos aos endinheirados do país mas a decisão sempre recai sobre o lado mais fraco, daqueles que não tem voz - com vontade política e honestidade de proposito não teria Congresso Nacional conservador que impedisse o Executivo de fazer o que tinha que ser feito bastava o povo está ao seu lado.

José Carvalho, Salvador, maio de 2015.