segunda-feira, 30 de março de 2015

A NECESSIDADE DE HERÓIS GERA FALSOS HERÓIS


O brasileiro no geral é um povo de memoria curta e, em razão disso, esquecem dos heróis nacionais como Maria Quitéria, José Joaquim da Silva Xavier, Anita Garibaldi, Cândido Rondon, Deodoro da Fonseca, Princesa Isabel, o Duque de Caxias e tantos outros....

Esse descompromisso com a nossa memória é que nos faz ver de vez em quando a "fabricação" de novos heróis como foi o caso do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que antes de se pronunciar nos autos sobre temas da AP 470 procurava o melhor ângulo das lentes das câmaras de tevê para se pronunciar primeiro, se cobria dos melhores valores morais enquanto mandava jornalista enchafurdar-se na lama e de usar termos pejorativos contra os réus do processo.

Surge,agora, a figura de outro membro do judiciário, a do juiz Sérgio Moro da Operação Lava Jato, o mais novo super herói com asas de cera do país.

E o responsável por alçar o juiz Moro a condição de o novo herói "queridinho" do país é o cantor Raimundo Fagner, fez rasgados elogios ao homem que vai desempregar mais de 500 mil pais e mães de família no país e retirar mais de 13% do PIB brasileiro ao promover a quebradeira das 50 maiores empreiteiras do país com o seu estilo "Fiat justitia, pereat mundus" - Faça-se justiça, mesmo que o mundo pereça.

O novo herói já tem até canção tema para a sua atuação na ribalta do judiciário composta pela cantor e compositor cearense.

Como sempre ocorre no Brasil, quem aponta o dedo em riste para acusar e condenar em um curto espaço de tempo acaba-se descobrindo que seu voo rumo ao estrelismo midiático foi feito com asas de cera como as do mitológico Ícaro.

José Carvalho, Salvador, abril de 2015.