domingo, 29 de março de 2015

ALÉM DO PT TER SE AFASTADO DAS RUAS, A POLITICA FISCAL DO 2º MANDATO DA PRESIDENTA DILMA DISTÂNCIA O POVO DO SEU GOVERNO E DO PARTIDO QUE A ELEGEU.

Desde a nomeação e a posse do Joaquim Levy para ocupar a pasta da fazenda e os rumos da nossa economia, que via com certa preocupação a indicação de um economista conservador com tendências neoliberais para ocupar uma pasta estratégica dentro de um governo de víeis socialista.
Como havia dito desde o início deste ano, nada de errado com as politicas de ajustes fiscais adotadas pelo ministro Levy.
Pelo contrário, a sua politica de ajuste fiscal segue literalmente todo o receituário da ortodoxia econômica.
Mas poderia ser diferente, não teria que ser como sempre foi feito neste país, colocar o maior ônus para os ajustes macroeconômicos nas costas de quem tem pouca gordura para queimar, os pobres e a classe trabalhadora.
Não posso ignorar a existência de um Congresso Nacional conservador desde os idos de 64, que vai travar qualquer projeto do governo na área econômica que mexa com os privilégios dos ricos e endinheirados do país.
Uma forma de se exigir maior participação de quem é rico no país é a taxação das grandes fortunas advindas de herança, no Brasil é de 4% na ultra conservadora Inglaterra é de 40% e aumentar o IR sobre o lucro líquido das grandes corporações.
Enquanto a insatisfação se restringir as elites o governo e a governabilidade não sofrem ameaças.
Mas quando a insatisfação atingir a classe trabalhadora em razão de uma politica econômica austera, o quadro pode mudar desfavoravelmente para o governo.
José Carvalho, Salvador, março de 2015.