domingo, 29 de março de 2015

RACISMO ENTRE NEGROS, O CASO FERNANDO HOLIDAY.

RACISMO ENTRE NEGROS, O CASO FERNANDO HOLIDAY.
Alguém esqueceu de dizer para o jovem Fernando Holiday que existe uma palavra mágica chamada "oportunidade".
Não adianta talento e inteligência quando se concorre em desigualdade de condições, quer seja por fatores sociais ou econômicos.
O regime de cotas veio justamente para isto, acabar com o hiato social que roubava as oportunidades dos menos favorecidos.
Seria oportuno outro negro pegar o Fernando pelos ombros e o sacudir até a sua sanidade voltar.
O seu discurso anti-cotas não vai clarear a sua tez, não vai tornar o seu septo nasal helênico, os seus lábios finos e os fios dos seus cabelos lisos e loros, bem como, a iris dos seus olhos azuis.
O seu discurso contra o regime de cotas não o tornará um nórdico - você vai continuar sendo um afro brasileiro e sofrendo com o racismo velado do seu país.
O Holiday faz jus ao seu sobrenome ou pseudônimo - ele realmente deu folga ao seu cérebro.
Na verdade quem o faz de fantoche, de testa de ferro o quer usar com o propósito de impedir que mais negros circulem em cursos de medicina no país, curso onde a predominância é de brancos.
Me recordo de um caso em Salvador logo após a implantação do regime de cotas nas universidades publicas, um negro entrou para cursar medicina na UFBA, foi como um ET entre os humanos, caras feias e torcer de nariz - olha que falo de Salvador, a cidade mais negra fora da África quem dirá na nórdica São Paulo.
O regime de cotas foi e é necessário para corrigir injustiças,contudo, investimentos na educação fundamental e média publica vai tornar o regime de cotas vai deixar de ser necessário.
José Carvalho, Salvador, março de 2015.