quarta-feira, 15 de abril de 2015

MANIFESTAÇÕES "FORA DILMA!" TIRAM O FOCO DO VERDADEIRO PROBLEMA DO PAÍS: A CRISE ECONÔMICA.

O que se tem visto desde junho de 2013 pelo país  afora são manifestações públicas de víeis essencialmente político. 

Porque a Polícia Federal tem investigado, o Ministério Público Federal  tem instruído os processos de corrupção para os remeter ao STF a fim de que os envolvidos sejam punidos na forma da Lei.

Sendo,assim, o que há de legítimo nessas manifestações se o presidente da Câmara dos Deputados Federais, o Procurador-Geral da República e o próprio STF não veem motivo para abri um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff ? 

Exceto, o de motivação politica em razão de um candidato que ainda não assimilou a sua derrota nas urnas.

O governo sabe que não existe base legal para o pedido de impeachment mas surfa nas manifestações fascista porque lhe servem de pretexto para acobertar o verdadeiro problema do país que é uma crise econômica  de severidade semelhante ao período FHC, idos de 1998.

Agravada, sem duvida, pela queda de braço entre o Planalto e o Congresso Nacional. 

A economia se deteriora por conta da inflação, da queda no consumo dos trabalhadores e do setor de serviços que desde de 2008 tem salvado resultados do PIB, o impedindo de ser negativo.  

O  governo,também, tem perdido a capacidade de transformar dívidas de curto prazo, como os juros da dívida publica, em obrigações de longo prazo. 

O que deveria levar multidões às ruas é o descontentamento dos trabalhadores com a política fiscal contracionista do governo que preserva setores historicamente privilegiados e pune severamente a classe operária como sempre foi feito nestes país.

A desconstrução do que foi conquistado pelas classes C,D e E entre 2008 até 2013 começou com as MP 664 E 665 da presidenta Dilma.

Mas o que se ver nas redes sociais são picuinhas sem sentido entre petistas e tucanos, sobre que é melhor, quem fez mais, quem roubou mais mas nenhuma linha sobre a grave crise econômica a qual vivemos - uma mistura de alienação com desinformação.

José Carvalho, Salvador, abril de 2015.