quinta-feira, 16 de abril de 2015

QUANDO A MILITÂNCIA POLÍTICA VIRA FANATISMO RELIGIOSO.

Militar politicamente requer capacidade de raciocínio lógico a fim de se construir pensamentos e emitir juízo de valores sobre temas ou assuntos baseado em suas experiências e visão pessoal sobre determinado problema.
Não se faz política se anulando, negando ou subvertendo a sua consciência - tipo concordino, aquele que concorda com tudo de maneira inquestionável.

Discordar baseado em fatos e de modo coerente, não é cometer auto-engano mas exercer o direito a liberdade de expressão e pensamento sem ser preciso seguir o flautista de Hamelin ou a multidão para ser mais preciso.

A prática religiosa requer dos seus seguidores uma atitude passiva e sem resistência,pensamentos divergentes das suas doutrinas e dogmas não são aceitos.

A minha discordância, a minha divergência, em relação a atual política econômica adotada pela presidenta Dilma Rousseff e os prejuízos sociais em face a uma politica fiscal contracionista que desconstrói todos os basilares de um governo trabalhistas através das MP 664 e 665, não quer dizer que me arrependi em ter votado nela ou no PT.
Pelo contrário, me orgulho muito disso.
Porém, acredito que a atual política monetária para gerar o superávit primário poderia seguir outro rumo senão aquele que está posto em ação pelo ministro Joaquim Levy.
A concepção é sempre impor maior carga aos pobres, quando a questão é equilibrar as contas nacionais - a mais fácil, sacrificar quem não tem voz.
O PT só passou a ser governo e emplacou 4 eleições presidenciais  consecutivas porque o partido esteve ao lado do povo, as alianças "Frankenstein" só serviram para garantir a governabilidade, se o abandonar agora, o povo também o deixará - o amor do povo é condicional e não incondicional, a História avaliza este fato.
O Alexis Tsipras,o primeiro-ministro grego, revolucionou a Grécia com a sua mudança de paradigmas, mudanças que o PT vem abandonando lentamente.
José Carvalho, Salvador, abril de 2015.